quarta-feira, 11 de julho de 2012
Bastidores da Parada 2
A quantidade de pessoas servia de biombo. Que horror, ou seja, um prato cheio para os conversadores de plantão justificarem que a parada não passa de uma orgia de sem vergonhas, que não respeitam as regras morais da sociedade, fazendo sexo em público. E o perfil deles eram gays feios, possivelmente de outras cidades ou periferia, que o bom mesmo é avacalhar. O loiro, mais uma vez desconfiei do interesse dele, se é só carinho e amizade mesmo. Conversava comigo quando disse que ia sair. Rapidamente, vendo que eu ainda continuaria on, voltou pra ficar mais tempo conversando comigo, num grude só, como papo de “não tinha visto que você estava aí”. Mas na hora de se despedir, sem querer ou querendo, mesmo inconscientemente, me manda um ícone de coração, pra em seguida corrigir com “ops”. Nem comentei, só que não sei se estava conversando com outras minas e mandou coração errado, ou se foi um ato falho, demonstrando o sentimento que tem por mim, ou até mesmo fazendo de propósito pra eu me tocar. Mas na rua ele fica fazendo tipo hetero machão e desisto de achar que ele curte homem, se for mesmo, parece até estar apaixonado por mim.
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