quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

1º casal gay


E eu estava pensando justamente isso na véspera de Natal, onde os casais heteros passeavam felizes, aquele movimento noturno na cidade e eu pensando: cadê os gays? Cadê os pegadores da praça. Nada, e fui ficando depressivo, me sentindo um excluído, nenhum casal gay demonstrando que podemos também, nem um amigo gay pelo menos pra conversar. Nisso vejo o clone do Daniel argentino ator pornô, namorando uma menina pela 1ª vez. Aí surge dois caras que meu gaydar logo avisou, por serem malhados mas não afeminados. Eles conversavam e riam. Achei que sentariam próximo e eu logo puxaria assunto, mas seguiram. Só que de repente um enlaçou o braço na cintura do outro, que tinha o estilo da barba, macho, com alargador de orelha e cabelo raspado. Este correspondeu e também enlaçou na cintura, timidamente discretos, por um caminho que não havia ninguém. Mas foi o suficiente pra eu ver a 1ª manifestação homoafetiva e saber que eram namorados, não sei se eram de outra cidade, nunca os vi. Depois sentaram numa lanchonete. Eis que surge o Barba e entra no banheirão com outros dois. Não só entra como demora lá. Pra mim podia ser a prova de que é gay, poderia estar num sexo oral, enquanto um mais novo vigiava a porta. Mas depois que ele saiu, sentou-se num canteiro e logo vi que fumava algo estranho. Era droga, ta explicado o porque da vigilância, dele sempre na praça nestas turmas, da tatoo, bom já era, mesmo se for gay não quero mais.

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