sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ignoro

Depois os vi na praça novamente, só que dessa vez a mão no ombro já era um “mãos dadas”. Inédito e fiquei até feliz. Depois outro dia os vi denovo, as amigas lésbicas eram outras, uma loirinha bonita vi na parada. Mas eles copiaram meu pensamento, que era de sair em grupo pra ser menos hostilizado. Parabéns pela coragem deles. Passei do lado, mas nem olhei pra não ficar demonstrando que aquilo era algo que chamava a atenção. Mas foi muito legal um casal de lésbicas e de gays ao mesmo tempo, fazendo aquela imagem se tornar normal. Vai ver que as agressões na Paulista só despertaram mais ainda a revolta e agora vai chover casais se demonstrando por aí. Vi também a lésbica que apanhou na parada, ela me deu uma olhada, porque nunca nos encontramos, ou então me achou bonito porque eu estava de social marrom e chamava a atenção, principalmente de mulheres mais velhas que curtem um homem jovem com cara de bem sucedido, rs. Algumas pessoas fingem não me conhecer e nem ter visto na rua. Sei que em parte é minha defesa, não ficar olhando para os outros para não deparar com olhares de homofobia e também não cumprimento ou me aproximo temendo ser rejeitado, ou então, não converso pra que não parta pra assuntos de intimidade sexual ao qual eu tenha que revelar quem realmente sou. Mas nem faço mais questão de cumprimentar alguns. Vi uns caras bonitos que dá até raiva de ter o desejo e não poder desfrutar. Uns de rosto quadrado, grande, altos, barba contornada, um tinha os olhos azuis lindo, e um peitudo no mercado.

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