Minha mãe nunca mais tocou no assunto sexualidade comigo e isso até me irrita, como se eu estivesse me curando de ser gay, já que não falo mais no assunto. Só que um dia ela deve ter visto foto de homem explicitamente do Gaytube, porque sem querer deixei a página aberta. Em Jundiá vi um de abdomen lisinho. Lá também numa clínica uma moça me paquerava e fazia massagem em mim, é casada mas me achava bonito, vivia perguntando por que não namoro. Fiz o tipo que não gosta de namorar, só de ficar, que enjôo logo da pessoa, as vezes quase que falei que era gay, porque ela sempre vinha com estes assuntos. Falou que foi com a irmã e a turma dela que gosta de ir em balada gls e que uma menina a confundiu com lésbica, que o povo que ela conhece hoje em dia está virando tudo bi, porque quer experimentar coisa diferente. Mas como ela falava pejorativamente nomes como bicha, traveco, não fui sincero, mas era gostoso sentir as mãos dela nas minhas costas e cabelo, era casada, mãe jovem, e seu marido era sarado, até que apreciei sua beleza. A Globo anunciou mais uma vez a exibição do filme Brokeback Mountain de forma sutil, nada citando que era um amor gay. Uma educadora transexual deu depoimento no final da novela Viver a Vida. Uma loira do bairro de cabelo curto, bem gata, me secou. No clipe de Leona Lewis “I got you” tem normalmente 2 moças se beijando, como em alguns do Blink, mas foi tão natural como em Fireworks. O casal daqui que vi em Bragança continuam juntinhos, o loiro e o moreno saem de carro, depois do trabalho.
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