Isto que é um macho fazendo passivo com muito prazer:
Passei pela panificadora sexta a noite e não é que deve ter mesmo, uns babacas que frequentam ali, porque de longe escutei um dizer “olha o viadinho“, só que eles estavam entretidos com alguma coisa na mesa e quando passei encarando, não vi um olhando. Ou são do tipo que comentam mas não na frente ou então entendi errado e era um dos caras no celular chamando o outro de viadinho, por costume. Foi o suficiente pra eu ter raiva, pois se realmente, tem uns homofóbicos que se incomodam quando passo, preciso descobrir quem é no meio deles, pois nem presto atenção em quem está sentado ali, e dar uma resposta pro imbecil no mínimo se arrepender de ter mexido. Estou tão de saco cheio que sou capaz de coisa pior, de escândalo, não vou mais admitir que terceiros se intrometam na minha vida, muito menos na minha sexualidade, me rotulando e me diminuindo. Não vou mais dar poder pra este tipo de coisa, ficar me abaixando pra uns idiotas que ainda pensam assim sobre a diversidade. Fico na minha, cuidando de tantas outras coisas e não vou ficar me incomodando com gente medíocre que ainda tem estes tipos de preconceito. Lembrei de um dançarino da Companhia do Pagode que parecia gay, dançando na boquinha da garrafa, de cabelo comprido e um pouco de barba. Em Insensato, a filha do homofóbico Kleber, Olívia, uma criança, retruca com o pai sobre ele ter falado em “boiolas”, dizendo que homofobia é ridículo e que logo isso vai dar cadeia.
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