sábado, 28 de maio de 2011
O Rô
Estou reparando mais na boca dos homens, com vontade de beijar estes lábios vermelhos carnudos. Quanto ao Rô, eles não perdem tempo, devem ter marcado outro encontro. Não vou ficar me lamentado, isso serviu pra eu esperar amor de mim mesmo, não ficar malhado e bonitinho só pra agradar os outros e entrar nessa neurose de concorrência. O Rô fez meu coração disparar e ainda quando a gente gosta, tem uma ponta de ciúmes. Não sei se a vida resolveu aprontar isso pra ver o quanto eu sinto por ele, mas preciso dar um tempo pra não me machucar de novo(em pensar que tempo depois ele me troca por mulher). Tudo bem que estou meio travado pro sexo. Só sei que me decepcionei com os homens, e até troquei olhares com uma vizinha. Se sou bi, o tempo vai dizer. Na praça notei que um madurão que chegou, sentou no banco e me secava, disfarçava quando eu parava de ler o livro. Desconfiava do filho do Gava, que era meio delicado quando mais novo, talvez porque comparava com o irmão, mas agora casou e se mudou na rua de casa. Soube por que o vi chegando na casa e convesando com um amigo, perguntando se ele se casou também. Mas também, está pergunta pode ser uma boa tática pra ver se o cara é hetero. Um homem me cumprimentou, eu juro que nunca o vi mais vivo. No verão as mulheres estavam mais carentes, tem cada uma me paquerando. Deprê de fim de ano, a única coisa que me empolguei foi que consegui montar meu blog.
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