domingo, 29 de maio de 2011

Lan House


O moreno da lan, que um dia me olhou sério e achei que era homofóbico, hoje agiu estranho, não tinha quase ninguém, ele me chamou pra outra sala pra eu pagar, veio com um papo se eu não queria ficar mais uns minutos, pois daria 3 reais. O tonto do Rô não quer nada que comprometa o armário que ele pensa que tem. Sem querer fui no Correio, um dos guichês era um bonitinho, percebi ele me olhando e como estou acostumado com os homofóbicos, pensei: ih, outro hetero que sabe que sou gay, é melhor nem olhar muito porque eles já acham que por eu ser gay, estou morrendo de vontade de homem e tenho tesão por todos na minha frente. Só que depois passou do meu lado, pediu licença com voz doce, e é da minha altura. Qualquer dia desses preciso escrever alguma carta só pra revê-lo. Fui de novo no curso de teatro e várias pessoas me acharam bonito. Tem um fotógrafo, separado, todo macho, mas tem tanto cuidado com o cabelo, tirou tantas fotos minhas, me cumprimentou sem olhar nos olhos. Uma vez o vi todo animado com um outro colega que também parecia ser gay. Babei pelo professor loiro que parecia um anjo, suas pernas, peito, cinturinha, braços malhados, pele limpinha. Na dinâmica, ele passou a mão na minha perna, no meu cabelo, foi um arrepio só.

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