quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Discriminação de Natal 2

Mas pra mim, como estava escuro e bonitão de regata, bermuda e boné não viram que era eu. Quando um reconheceu que eu era gay das fofocas, por que afinal deu vontade de falar que eles eram muito heteros mesmo pra estar prestando atenção em outro homem e ainda mais na sexualidade dele e se é gay. Soma-se a isso o fato de eu estar bonitão, deve ser um gay enrustido querendo chamar atenção. Aí virei pra trás quando ouvi a discriminação e fiquei um tempão mostrando o dedo do meio, um lá longe falou alguma coisa, mas não foram todos. Nem ouvi depois o que disse, se respondeu ao sinal e continuou discriminando, se pediu desculpas ou se achou que eu tinha feito algum sinal amigável ao desejo de natal de um. Pelo menos estavam olhando mas dos 12 só um que agiu homofobicamente, se fosse antigamente ia ser um coro, mas com certeza muitos ali reprovaram a atitude do besta. Depois fiquei apreensivo do carro virar a esquina e passar de novo arrumando encrenca e descerem pra me bater, a rua estava deserta. Mas até que tive coragem em responder com um sinal, se eu falasse alguma coisa não iam escutar, não dava tempo pois o veículo já tinha se distanciado, até que enfrentei uma dúzia de machos, rs. Mas levei 24hs pra passar a raiva. O bom foi não ter visto a face de nenhum deles, assim não reconheço os babacas na próxima vez que trombar na rua, nem sei se eram daqui, pois esta cidade já está ficando turística, mas no dia seguinte eu olhava encarado pra qualquer hetero suspeito que possa ser babaca o suficiente pra ter estado naquele carro. Pelo menos não me chamaram de bichinha, bichona é melhor, rs. Está ai Aguinaldo Silva, sua colaboração pro mundo.

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