Gayçons
Renato Ferreira
No banco entra um tatuado lindão. Em Jund tinha um atendente baixinho numa lanchonete mas era um gato de rosto. Pelo ray-ban fiquei secando um monte: um de rosa com uma boca linda que deu vontade de beijar, outro com lábios carnudos, um taxista com rosto de bofe e até o motorista todo gato. Num clipe reparei nas costas de um homem, lisas e grande, que vontade que estou de catar um homem pra mim. Ontem no aniversário, aquele que achei que era gay foi só impressão, ele foi legal, nada gay, mas tinha um garçon que assim que cheguei ficou pagando pau. Até lembrava o Fernando, toda hora ele ficava me olhando de canto e me servindo sem eu pedir nada, os gayçons me perseguem. Cada moreno de rosto e pele linda. Também tinha uma loira solteirona que vive me secando, uma mulata linda e uma outra morena de olhos verdes. Ando com tesão em braço de homem, com pelos ou sem, cotovelo musculoso, eles dirigindo de braço estendido então, aiai.
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