quarta-feira, 14 de março de 2012

Cada pão na padaria



Outro que nem sabia quanto homofóbico que era, foi meu vizinho, que escutei comentar sobre a parada dizendo “cai fora a parada gay daqui, fique longe”. Como se a parada gay fosse um vírus que veio da capital e não que há gays em todos os lugares. O idiota é tão cego que não vê que o filho é gay, que o vizinho é gay e que ele mesmo pode ser porque já o vi me olhando diferente. Quando passo na rua do local da parada, não tem como não pensar que as pessoas estão me olhando como gay que está ali. Vi muitos adolescentes felizes pela cidade, pelo menos o número dobrou este ano. Não estava querendo ir por causa do tempo e da mudança de local, não queria me expor de graça e o evento decair em qualidade. E também nem estava animado em conhecer outras pessoas. O bom foi que não ao acaso, acabei vendo o Léo logo na semana pós parada. Não o achei sexy, mas eu estava bem boy, ele deve ter gostado. Os caras da panificadora ficaram de olho no meu estilo e o César também. No interior da panificadora, por causa do jogo, havia muitos bofes daqueles. O caixa até puxou assunto comigo. Eu ia sair de pulseira da parada mas não tive coragem ainda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...