sexta-feira, 25 de março de 2011

Floripa

O programa do GayShow estava ótimo, com terapeutas falando sobre relacionamentos e homofobia internalizada, pude me compreender melhor. O ex prefeito da minha cidade tem um filho gay e o prefeito atual, não sei não, faz o tipo casado. Um velhinho preconceituoso entrou no banheirão e demorou um pouco lá. Sem vergonha, tem casa no centro por que iria preferir usar o banheiro público? Li o e-mail do meu 1º homem, ele foi curto ao responder o parabéns que dei, já sabia, não precisava citar que estava com seu BABY em FLORIPA só pra eu ficar com dor de cotovelo, afinal ele tem dinheiro, independência, namorado, amigos e eu ferrado por ele. No VMB do ano passado, Marcos Mion dizia: conquistamos mais este espaço, o beijo gay foi liberado pra qualquer horário, todo mundo pode ver o que antes já acontecia escondido. E deu um beijaço sem língua na boca de Cazé. O Super Pop levou representantes GLBTT's, inclusive a jovem jornalista Elisa que agora fez curso pra capacitação de jovens ativistas. No Pra Valer o tema era como os pais podem lidar com a homossexualidade dos filhos. A psicóloga era chula, deus que me livre. Um entregador de pizza na moto me seca, esperando eu atravessar e sorrindo maliciosamente, como se eu fosse a loirona que pára o trânsito. O motorista passou de novo em frente de casa. Numa esquina trombei com o gay que deu em cima do Rô na praça. Não viu que era eu, mas fez questão de encostar. Depois vi o Rô que fez que não me viu de vergonha.

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