sábado, 23 de julho de 2011
No mesmo ônibus
Aquele que parece uma versão do Dani mais velho, agora estava sem boné, não é calvo, tem o rosto bonito, mas tinha um jeito estranho, não sei se estava bêbado, drogado ou tem problema mental. Tem o rosto bonito, mas dessa vez nem me olhou, o vi olhando pra mulheres mas de um jeito estranho, temi que estivesse me seguindo porque toda hora olhava pra trás cada vez que alguém parava pra descer, achei que estaria apenas esperando eu descer pra vir atrás. Depois olhei pra um moreno sem medo nenhum de paquerar, quem mandou de noite o bonito ficar me olhando do outro lado da rua. E um gostosão com filho no colo, que pernas e uma cabeça, pescoço grosso, cabelo raspado cheirando a testosterona de macho, nossa, se pudesse eu dava uma encoxada ali mesmo. Na panificadora passei e só percebi um cara numa roda de amigos, que não sei se eram os gays que ficam por ali, mas é a 2ª vez que ele me percebo pelo canto dos olhos ele me olhando. Lembrei que podia ser aqueles homofóbicos que faziam os comentários, mas como eu estava um gato, tô sentindo que havia um certo desejo no interesse dele me olhar tanto. Logo depois vejo o Sandro sentado com um casal hetero, ele não me olha, mas percebo comentar algo, não sei se disse que eu era gay, mas o casal em seguida me olhou pra ver quem eu era e o cara, rapidamente disfarçou quando viu que eu encarei, sei lá se não era gay também e ficou com medo de eu perceber no olhar dele.
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