Estas horas estou na parada de Bragança, fervendo talvez na minha última parada do ano. Outro fato fóbico foi que parece que um casal daqui do bairro comentou quando me viu do outro lado da calçada: olha o bicha. No mercado tinha cada bofe, vixe, um homem adulto, gostoso e viril demais, sem barriga natural dessa idade, mas com o corpo em forma, deu bem uma olhada no meu estilo, aqueles corredores sempre tem uns olhares bi-curiosos, rs. O caso recente de homofobia da Thammy na Aclimação, associado com o episódio do Leó Aquila, já demonstra como vai ser perpétuo estas pessoas ignorantes. Em plena capital, com gay pra tudo quanto é lado ainda tem gente homofóbica? Não querendo gay perto? E no caso do Léo é pior ainda, porque ele é conhecido e foi se hospedar justamente no dia da parada, onde tem muitos glbts turistas em São Paulo, como pode acontecer de um hotel ou restaurante ainda dizer “não queremos pessoas como vocês aqui”? Mas falando do outro Léo, o moreno do meu bairro que não via a tempos, saia do barfóbico com um amigo, deram aquela olhada pra ver se eu era algum colega conhecido ou só pra ver se eu ia lançar olhar de desejo pra eles. Ele está de barba sexy, mas pra mim é hetero mesmo, cansei. Na academia, aquele loiro da faculdade apareceu mas não se exercitou, puxou o carro e foi embora, até achei que malhava lá porque seu peitoral está gostoso. Ele arrumou alguma coisa atrás no carro, deu umas olhadas e foi embora, sei lá se parou de propósito só pra eu abordá-lo. No terminal vi aquele de rosto machão e o que tem namorado entrando no ônibus deu uma olhada pra mim discreta.
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