sábado, 26 de novembro de 2011
Ibama
No Programa do Jô ontem, deixaram por último pra entrevista um ator que visivelmente era gay. A entrevista nem teve conteudo porque além do cara não estar a vontade, ficou pedindo um wisky pra relaxar, sendo que nem bebia, tirou o paletó e Jô também começou a beber e não falaram coisa com coisa. Até que começaram umas piadas com viados, usando bem este termo, acho que mais porque o cara não assumiu que era gay, mas depois Jô falou que odeia preconceito, mas continuaram com aquele papo de que “tem gay no nosso meio artístico”, “tem gay no Chile”, “tem gay em tudo quanto é lugar”. Como se ainda fossemos idiotas pra não ter percebido isso e ficam fazendo apologia a hetenormatividade, como se os homossexuais não só precisassem ser rotulados, como identificados pelo Ibama, onde tem onde não tem. No Programa da Sônia Abrãao, Thammy falou sobre a discriminação que sofreu na padaria. Não vi, quem assistiu foi minha mãe, que comentou numa boa que ela parece um hominho. No Caldeirão do Huck da semana passada, fizeram um teste do macho mais macho no banheirão que conheço do Ibirapuera. Os caras entravam pra usar e se deparavam com o banheiro lotado de figurantes barbies, bears, fortões, masculinos vestidos ocupando todos os lugares. Muitos desistiram de urinar pois parecia que ia rolar uma suruba gay. Em Fina Estampa, o novo boato sobre personagens gays na novela é o Baltazar, que isso justificaria porque ele bate em mulher.
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