domingo, 6 de novembro de 2011

Salvando páginas



Se não fosse a internet, não sei como me assumiria. Lembro que aqui era discada e podia só ficar poucas horas por dia. Como acessava de um computador que não era meu, o que eu fazia?Aprendi a salvar as páginas e copiar num disquete, pra abrir os textos no meu quarto e ler as matérias do site armário x, que eu não tinha referência nenhuma sobre o assunto da diversidade sexual e me encontrei em depoimentos, em jovens que se descobriram, inclusive as matérias ajudavam a esclarecer assuntos como religião, que eu não tinha argumentos pra combater a discriminação e me afirmar. Depois com internet de banda larga é que pude ter o prazer de ver os filmes pornôs e deixei de colecionar imagens do site galáxia gay, poia aí os filmes não demoravam pra carregar e a 90% dos filmes nem travam mais no buffering. Estava na praça lindão sentado, um cara me observava do outro banco, quando vi 2 rapazes subindo. Não sei porque meu gaydar captou alguma coisa naqueles manos juntos. Olhei pra um de boné, mas só quando deram as costas, de perfil, é que reconheci que podia ser o Daniel, só que não reconheço com óculos escuro. Depois de um tempo eles desceram novamente e disfarcei pra não pensarem que estava os paquerando e caçando homem, mas eles não quiseram passar por onde eu estava. Não sei se ele não me viu, não me reconheceu também ou foi homofóbico...

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