Revi um cabeleireiro bonitão, moreno, que estava sem camisa na parada daqui. Na balada só troquei olhares, até que eu estava gatão no espelho. Chegou um bobo-boy e uma gogo-girl pra dançar, não imaginava que eles fariam performances tão insinuantes. Eles deveriam apenas dançar, não fui pra uma casa de estriptease. O cara que dançava era gay, porque deixava os homens passarem a mão, apalpar e meus amigos até lamberam os peitos dele. Tive curiosidade em passar a mão, mas depois perdi o tesão, aquele cara nem era bonito, o corpo melado. Se fosse um outro todo sinuoso bem que aproveitaria, até a mulher dançando estava mais interessante. Alguns caras só olhavam pra ela. Pensei: mas o que este bando de heteros está fazendo aqui? Depois alguns que achei que eram heteros também curtiram discretamente o cara dançando, aí lembrei dos bissexuais. A moça estava assanhada, bem atraente e até morderam a bunda dela, corpão, mas que coragem a pessoa tem que ter pra ficar só de lingerie a noite toda fazendo aquelas coisas. Logo que cheguei lá dou de cara com gente daqui e ninguém merece, era o mesmo moreno que me paquerou no ônibus de Bragança. E passou boa parte da noite me secando, esperando talvez que eu fosse seu príncipe encantado.
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