A série baseada no filme Ó Pai Ó voltará na Globo dia 15, contando com os mesmos personagens da travesti e da lésbica. Minha mãe estava de olho em mim quando notou que paquerei um gostosinho que passava na rua. Nem quero mais esconder. No mercado então eu estava impossível, um repositor com uma boca entreaberta carnuda e olhos castanhos perfeitos, fiquei doido olhando pra nuca dele, depois passou por mim como se notasse que eu o olhava. Vá saber se não era um desses bi-curiosos, ou que nunca foram paquerados por um bonitão assim e quando acontece um lance ficam até pensando na possibilidade. De dentro do ônibus, notei na ruai o vizinho da esquina. Notei um cara de camiseta rosa clara e só olhei normalmente, nem achei que fossem gays, apenas estava curioso como o fato de que os homens aderiram o rosa, até um senhor estava de regata rosa (e não me vem falar que ele é dessa geração). Quando notei era o gay que trabalhou comigo. Resolvi olhar com mais atenção, por que poderia ser apenas coincidência deles estarem atravessando a mesma calçada, mas não. Ele estava do lado deste, e ainda olhava pro interior do ônibus como se estivesse desafiando as pessoas, ou o comentário delas, do mesmo jeito quando saí com meu amigo gay ou mesmo com meu namorado, olhando as pessoas de frente, sempre esperando o preconceito ou imaginando que alguém comentava: “olha lá ele com o namorado”.
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