Invisível
Ricardo Magryno
Ao virar a esquina dou de cara com um jeitoso me encarando, depois foi a vez de um adolescente sem pudor nenhum e um velhinho que disfarçou “quase” muito bem, kk, quando percebi ele virou tão rápido que um piscar de olhos. Esse é daqueles que vai morrer no armário e não deixa nem o mosquito saber. Em Tititi, Jaque disse ao Thales que a porta do armário é pesada, mas ele vai conseguir abrir. Segue aqui algumas colocações interessantes que achei num fórum do Yahoo sobre assumir-se: “Não sei bem o que você quer dizer com jeito 100% hetero, poderia explicar? Tirando os afeminados que dão pinta, você consegue afirmar com 100% de certeza quando entra num ambiente, numa sala de aula, um escritório, na fila de um banco quem é gay e quem é ht? Gays no armário são invisíveis tanto para a sociedade como para o Estado e, conseqüentemente, não podem lutar e nem lutam por respeito ou direitos. Nós LGBT’s não precisamos fazer pose de santinhos e nem nos transformar em seres especiais para sermos dignos dos direitos. "Pois nunca conheci um gay com jeito 100% hetero" Esse tipo de afirmação, além de denotar o seu universo reduzido de conhecimento de gays (o que é natural entre gays armaristas que por terem medo que os outros descubram o que eles realmente são, tem um círculo de amizade e conhecimento reduzido sobre o universo gay). Se dependesse deles, o movimento gay nunca teria existido e não teríamos nenhum dos poucos avanços que se tem hoje.
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