Segunda vez
No último domingo teve a segunda passeata gay na Paulista contra a homofobia, cerca de 1000 pessoas, mesmo número que começou a Parada Gay, que acho que o objetivo era esse, mas dái o carro de som protestando, deve ter feito o percurso intercalando com música e, em vez de cartazes e hinos o povo começou a ir dançando e ano após ano, aumentando o número de pessoas, o número de trios elétricos e se tornou um desfile de fantasias, um carnaval, uma balada ao ar livre que agora predomina por heteros. Quero ver se estes mesmos heteros iriam na passeata sem música apenas para defender os direitos gays. Esta semana também teve o 3º Cruzeiro Gay brasileiro, o Freedom, único cruzeiro gls do país e contou com shows entre eles, Lorena Simpson. Ontem no Gayme o cabeleireiro que parecia o mais masculino de barba, depois no palco sem barba ficou mais afeminado. A mãe dele estava no palco e disse que o amava muito. O outro dizia que gostava de salto, maquiagem na infância, tinha um corpão, bonito sorriso, umas pernas grossas e foi o que mais foi masculino. O auge foi uma prova que eles tiveram que fazer um show na frente de centenas de peãos de obra heteros, que entraram no clima descontraído, uns modelos fantasiados de pedreiro e sem camisa, com capaceta e óculão, foram muito simpáticos, mas no palco, teve um modelo contratado para ser um dos marinheiros que carrega o vencedor, entrou com a fisionomia claramente constrangida em participar de algo com gays. A produção devia colocar heteros que não tem frescura ou preconceito.MARCELO CABRAL
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