quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Parada - Parada

No Encontro Marcado, finalmente no novo horário, falaram sobre homossexualidade, levaram 4 lésbicas que em nada aparentam, tenho dificuldade em identificá-las nas ruas. Uma nunca pensou em mulher, casada por 17 anos, 4 filhos e de repente se apaixonou por uma mulher que também nunca pensou em mulher. No Ponto Pê foram 5 casos gays, entre eles uma mulher que nunca falou pra ninguém e começou a ter curiosidade por mulher. A parada deste ano estava mesmo PARADA, tanto a nível de xaveco, de organização como de movimentação (ali, você não tinha livre-arbítrio, a multidão é que escolhia pra onde te levar). Escutei muitos lá falando que não ficou com ninguém até aquela hora, outro até implorava alto: alguém quer me beijar? Com tanta carência já estou começando à olhar pra mulher. Se não consigo um em 3 milhões, não vai ser nesta cidade interiorana que vou conseguir algo. A bandeira do arco-íris demorou pra ser estendida, já estava velha que no final chegou rasgada. Os trios ou estavam muito próximos que o pessoal que estava em cima de um cantavam a música de outro. Não tinha público suficiente entre os carros pra levantar a bandeira inteira. Fico embaixo por causa do sol, ás vezes me sentia num pula-pula, dava MEDO, não conseguia achar a saída daquilo. Sem falar nas péssimas músicas, onde fiquei só tocava umas músicas antigas que não tinha nada a ver: Rita Lee, Kid Abelha, ano passado só tocou sucessos que eu ficava na dúvida de qual eu ia atrás. Sem falar que tinha um trio com os decibéis tão extrapolados que o som era algo físico, sentia puxar os pêlos do braço.

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