Estou até gostando de paquerar os heteros, me sentir mais a vontade com isso, mas o bando da loja de motos, continuam me encarando sério quando passo. Nem dou bola pra eles, mas vai ver que é isso que eles querem ao me ver bonitão. Gostei desse texto do Arnaldo Jabor que diz tudo:
Aquele doido que passa cantando, cara de mau e estava na parada, deve ser mesmo, pois já me olhou curioso e passou bem onde eu estava, me dizendo boa tarde, ficou num canto e eu logo saí dali. O outro rapaz da parada também fez questão de passar no meu pedaço, porque já o tinha visto antes chegando, achei que passaria ali na minha frente, procurei ele pela praça e não vi mais, de repente do nada resolveu dar a volta por ali. E outro dia estava do meu lado no semáforo, sentindo meu perfume. Atravessei e senti alguém balbuciando alguma coisa comigo, pensei que era ele querendo puxar assunto, era um outro gatinho me perguntando as horas, também nem sei porque, eu nem tinha visto este, vai que era outro querendo se aproximar. Outra turma glbt estava na praça e ouvi comentarem algo como: “nunca vi ele com mulher, mas também não vi com homem”. Mais um com o filho brincando na praça, mas pra mim é a desculpa perfeita pra ele caçar, pois sempre me olhava. Fiquei empolgado com este 3º casal, e de adolescentes, que já estava vendo coisas. Numa rua um cara mais velho abordou um outro moreno bonito e saíram andando, o outro estava com o braço no pescoço. Nem olhei muito, mas as pessoas na rua estavam curiosas, depois que eles atravessaram na minha calçada é que ouvi a voz meio bêbada de um, bom se eram gays não aparentavam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário